Às vezes, ser "egoísta" é uma questão de sobrevivência; digo isso por experiência própria. Pensar demais nos outros é prejudicial à saúde... principalmente à saúde mental. No final das contas, a gente VIVE a vida do OUTRO e esquece a própria vida! Qual é o proveito disso?
Sim, sejamos egoístas, olhemos para o nosso próprio umbigo de vez em quando: faz bem, acredite. Quando cuidamos demais dos outros, quando estamos dispostos o tempo todo a ajudar - e a não receber nada em troca -, pode até ser bom por um lado: seremos reconhecidos, por nós e, às vezes, pelo ser humano a quem ajudamos, como pessoas "legais", pessoas bacanas e solidárias. Mas, por outro lado, perdemos a nós mesmos; perdemos o senso de limite da nossa própria capacidade de não ficarmos frustrados com o "dar sem receber". E a frustração inevitavelmente aparece, porque ninguém vai agir da forma como esperamos, e, por mais que possamos ter o desprendimento de não esperar "recompensas", acabamos sempre esperando ao menos um sinal de agradecimento pelo que fizemos. E esse sinal, mais importante que qualquer recompensa palpável, muitas vezes não vem.
É importante ser egoísta. Saber ser solidário, prestativo, ajudar os outros, é, sem dúvida, fundamental para nossa experiência, e é fundamental para podermos nos qualificar como "humanos"; ser "humano" é, dentre outras coisas, estar atento aos nossos semelhantes, e ter compaixão por eles. Mas saber cuidar também de si próprio é uma questão de sobrevivência! E não falo de atitudes prejudiciais aos outros, porque não chegaria a esse extremo do egoísmo - que iria se transformar em falta de caráter -, mas de atitudes de valorização de si mesmo, estas absolutamente saudáveis.
É, quem sabe, um dia, eu aprendo a ser egoísta.
domingo, 10 de janeiro de 2010
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